CONHECE-TE A TI MESMO!
sábado, 1 de setembro de 2018
ARISTÓTELES - Quando nasce a democracia?
De volta à Antiguidade. Os
atenienses exerciam seu poder, sua soberania, diretamente na ekklesia e faziam-no porque eram iguais.
Uma vez assegurada a igualdade de direitos perante a lei (isonomia) e também o igual direito ao uso público e político da
palavra (isègoria) nas assembleias,
os atenienses, após debates e deliberações, tomavam decisões que deveriam ser
executadas. Como isso acontecia? É preciso saber que, no governo da coisa
pública, os cargos fixos eram raros, em geral, os cidadãos eram encarregados de
executar tarefas.
De que forma se decidia a
distribuição das tarefas ou dos cargos?
Havia escolha, indicação,
eleição?
"Uma vez colocados esses
pressupostos, e sendo este o princípio da democracia, são de índole democrática
os seguintes procedimentos: eleger todas as magistraturas entre todos os
cidadãos; governar todos a cada um, e cada um a todos, em alternância; sortear
as magistraturas ou na totalidade, ou então só as que não exijam experiência ou
habilitação; não estipular qualquer nível de riqueza para se aceder às
magistraturas, ou então estipular um limiar muito baixo; impedir que o mesmo
cidadão exerça duas vezes a mesma magistratura, a não ser em raras
circunstâncias e apenas naquelas escassas magistraturas que não se relacionam
com a guerra; reduzir ao mínimo o período de vigência de todas as
magistraturas, ou então, do maior número possível delas; atribuir administração
da justiça a todos os cidadãos escolhidos entre todos, discernindo as questões
em litígio ou a maioria delas, e entre essas as mais importantes e decisivas,
como sejam, por exemplo, as relacionadas à fiscalização de contas públicas, com
a constituição, e com os contratos do foro privado; depor a supremacia das
decisões nas mãos da assembleia no tocante a todos os assuntos (...). Outro
aspecto decisivo é o fato de nenhuma magistratura ser vitalícia e, no caso de
um determinado cargo ter resistido a uma antiga reforma, ser democrático o
facto de restringir o seu poder fazendo que a magistratura seja ocupada por
sorteio em vez de eleição." (ARISTÓTELES, Política, p. 445. 1317 b – 18 a 28;
1318 a)
O Mito de Édipo!
Os mitos cumpriam uma função social moralizante de tal forma que essas narrativas ocupavam o imaginário dos cidadãos da pólis grega direcionando suas condutas. Na Atenas do século V a.C. existia também o espaço para as comédias que satirizavam os poderosos e personagens célebres, e as tragédias que narravam as aventuras e prodígios dos heróis, bem como suas desventuras e fracassos. Haviam festivais em que os poetas e escritores competiam elegendo as melhores peças e textos, estes festivais eram muito importantes na vida da “pólis” grega, era por meio destes eventos sociais que as narrativas míticas se difundiam.
"O soberano consulta o Oráculo, o que era comum na cultura grega antiga. O Oráculo afirma que seu primogênito irá desposar a própria mãe e assassinar seu pai, o Rei Laio. Então, Laio manda que eliminem o menino, mas a pessoa encarregada não cumpre a ordem e envia o menino para um reino distante onde ele se torna um grande guerreiro e herói, numa de suas andanças ele encontra um homem arrogante e o mata; chegando ao Reino de Jocasta, Édipo se apaixona e a desposa. Anos mais tarde, Édipo descobre que ele próprio é o personagem da profecia, e num gesto de desespero, arranca os próprios olhos e sai a vagar pelo mundo a fora. A profecia se cumpriu, porque o rei se recusou a matar a criança."
Esta narrativa possui um fundo moral, o alerta para os desígnios dos deuses, que não devem ser contrariados, e o percurso de Édipo, de toda sua saga, de ter vencido a Esfinge e decifrado seu enigma, seu destino não o poupou. Contudo, um novo pensamento se formava e a vida na pólis cada vez mais é direcionada pela política, e aos poucos a moral estabelecida pelas narrativas míticas foram sendo substituídas pela ética e pelos valores da cidadania grega. O cidadão grego cada vez mais participativo não considerava a idéia de não controlar a própria vida. Na vida da pólis, os homens livres manifestavam suas posições escolhendo entre iguais o direcionamento das decisões e das ações da cidade-estado. (SEED Filosofia)
A investigação!
INVESTIGAÇÃO
Investigação vem do
verbo latino Vestígio, que significa "seguir as pisadas".
Investigação significa a busca de algo a partir de vestígios. Como a
investigação constitui um processo metódico, é importante assinalar que o
método ou modo, ou caminho de se chegar ao objeto, o tipo de processo para
chegar a ele é dado pelo tipo de objeto e não o contrário, como pode ser
entendido quando o caminho ganha destaque, dado êxito de certos métodos em
certos campos, chegando a ser priorizado de tal maneira que o objeto fica
descaracterizado ("desnaturalizado"), recortado ou enquadrado aos
códigos restritos das metodologias. (GAMBOA, Silvio. Pesquisa Em Educação
Métodos E Epistemologias).
quinta-feira, 30 de agosto de 2018
Razão crítica ou investigativa!
Todo ser humano nasce com uma estrutura da razão para receber o conhecimento. Nasce com o entendimento do tempo, do espaço, da causa e do efeito. Por isso é possível receber os conteúdos da experiencia. Kant, um luterano, de pais luteranos, chega a estas investigações detectanto no sujeito a grande fonte do saber crítico. O sujeito crítico que transcende a si mesmo e investiga os objetos do conhecimento. Que a priori pode-se emitir juízos sintéticos, seguros e estáveis da realidade concreta. E aquilo que não se pode construir concretamente na mente, transcende e não se pode conhecer por meio da razão. O fenomeno é concreto e a posteriori. O que Kant fez? Uma revolução copernicana: tirou o foco do objeto do conhecimento para o sujeito do conhecimento. Também igualou os sujeitos. Independente da raça, posição social, ter ou não ter dinheiro, mulher ou homem, todos são sujeitos críticos, com capacidades inatas de pensar, sem distinção.
Pré-socráticos e o sujeito investigativo!
Qual seria o elemento principal e inicial do mundo? Descobrir a essencia das coisas é uma preocupação constante e investigativa dos pré-socráticos. A água é o elemento básico diz Tales de Mileto. Heráclito afirma que é o fogo. Ele tambem chega a conclusão que todas as coisas estão em constante mudança. Para Parmenides toda mudança é apenas aparente. Pitágoras viu a essencia das coisas nos números, na lógica. Aritmos é a lógica numérica e nomos é a lei da lógica, lógica do e no raciocínio. Um ser que constrói e dá vida as coisas é um ser matematicamente lógico. Por isso, Pitágoras se torna um místico que acredita na intervensão lógica do ser. Antes de tudo descobrir a essencia é algo em construção e antagonico ao já pronto da mitologia. Investigar é fugir do senso-comum, da explicação mitológica, das coisas fáceis, dos conceitos mirabolantes de uma cosmologia mítica. Eles romperam para dar lugar a razão. Com suas limitações começaram avaliar conceitos até então bem aceitos. Desconstruí-los e edificar uma gnose diferente e mais sólida.
O conhecimento de Platão!
Platão pelos seus intérpretes era um místico, um matemático, um visionário. Platão na verdade era tudo isto e muito mais. De família aristocrata, foi aluno de Sócrates. Escreveu sobre ele e sua filosofia. Pensador profundo, desenvolve sua filosofia dicotomica, dialética, dos contrastes. Mundo da ideias, perfeito, realidade absoluta. O lugar do perfeito amor, da perfeita bondade, da perfeita justiça. O mundo sensível e palpável é uma cópia, imperfeito, decaído, resultado do esquecimento. A dialética seria um instrumento de fazer lembrar. Platão no mito da caverna, da República, narra a história de pessoas nascidas e desenvolvidas em caverna. A realidade eram a sobras projetadas nas paredes da caverna. Quando alguém resolve quebrar o tabu e sair da caverna, encontra a realidade de um mundo superior, cheio de vida e cores. Mal compreendido pelos habitantes da caverna, se desvencilha da mesma por uma atitude de libertação. Platão trata do conhecimento e de seu caminho libertador. A alienação da ignorancia nos faz permanecer na caverna, o conhecimento nos faz sair e ver um mundo novo, um mundo admirável.
A maiêutica socrática!
Sócrates foi um filósofo marcante. Interessado na difícil tarefa de ensinar independente de quem fosse seu indagador. Levar os atenienses a pensar. Ele era um homem de vida simples, concentrado na ética e na moral. Complicava para descomplicar. Um parteiro das ideias, daí a maiêutica, palavra grega para parto. Sua mãe foi uma parteira. Seu propósito era levar as pessoas a pensar. Dar lugar as ideias. Todos poderiam encontrar a verdadeira virtude e o sumo bem.
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